Plano estratégico

Ontem estive conversando até altas horas com um amigo virtual. Interessante que ele sempre diz que sou cheia de vida. Sou sim. E assertiva. Perfeito! Ele tem perspicácia.   

Ora em relação à vida, que bobagem… é uma condição de todos nós. Talvez a diferença seja… a exigência? Eu teria padrões elevados para sua qualidade? Bem, tal atributo também é besteira. Qual seria o padrão?

Pensei sobre o tema e concluí realisticamente que não deveria ficar vaidosa. Tenho baixíssima tolerância para o tédio, desprazer e tristeza. Uma bandeirinha amarela acena assim que o processo se arruma. Como sei deste meu limite, em geral, vou à luta.

Não tenha dúvida que sou visitada por todos esses sentimentos, como qualquer um.

Ó vida dura.

Nunca senti ódio, raríssimo ficar raivosa. Isto não se deve porque tenho vocação para anjo ou boazinha. Não sou! No máximo uma pessoa com boa-vontade. Vá lá… Tenho plena visão que jamais poderia delegar tanto para ninguém.

Descobri isto cedo-cedo, com 14 para 15 anos de idade. Amarrei com fitinha verde essa minha crise existencial. Daí resultou um tempo fácil.

Não houve nenhum medo ou raiva durante o processo. Lia, estudava e refletia sobre o mundo. Sentava-me em todas as horas vagas em meu templo interior virado para o nascer e o pôr do sol. Banhava-me de lua esquadrinhando cenários e avaliando hipóteses. O que estava em jogo era fundamental. Deveria seguir ou descer?

Nunca deixei por menos. O momento era crucial. Parei literalmente para elaborar um plano estratégico. Seria ou não a vida viável?

Tornei-me emocionalmente independente de lixo emocional com essa idade. Solucionei de lambuja minha espiritualidade. 

Tratava-se daquela crise bem transcrita em tantos livros e apostilas, sabe.  Ufa… foi 1 ano burilando tudinho. Mas não havia angústia ou ansiedade. Uma busca obstinada, seria a forma mais correta para descrevê-la. Foi dessa fase que surgiu um tesão incontrolável para aprender.

Um primo querido contou-me numa madrugada, na beira-rio do Paraíba do Sul, num papinho enluarado, que toda família preocupava-se com a situação. Pensavam que você estava doida. Estou vendo que não”.

Ora, se fosse hoje diriam que estava com depressão.

Cacete! Fico fula quando tudo é diagnosticado dessa forma. Parece que virou moda. Deixem pelo menos nossos meninos em paz. Nem cumprirem as metas previstas para o seu crescimento lhes são permitidas.

Pensei em muitos palavrões. Junim, que me perdoe. Creio que agora com 16 anos poderá dormir com o caso. Adoro um palavrão bem colocado.  

Precisamos parar de vender a idéia de um prazer volátil o tempo todo. Quantas vezes precisamos estar em silêncio? Ora, ora… doença da caixola é exatamente igual à do joelho. Não há absolutamente nada de pejorativo nisso.

Não é mais ou menos difícil conviver com gente assim. Vai conviver com o mal humor dos que têm doença crônica nos ossos. Uiui… é tudo igual. Sentir dor é uma merda. Toda vida em comum, é composta de muita ralação diária. Ai ai… saudades de bons papos.

Em geral tenho uma garra enorme frente aos obstáculos. Sempre fui movida por desafios.  Meu primeiro chefe, quando bem jovem comecei a atuar na minha área de formação, era um psicólogo competente. Ele sacou isso na hora. Apropriava-se legal de meu tempo. Descaradamente vivia a me desafiar. Claro que percebia e ríamos demais. Imagine se iria me controlar. Formávamos uma equipe espetacular.

Creio que uma das maiores conclusões dessa fase de busca foi a certeza que jamais poderia atribuir nenhuma culpa. Trata-se de uma visão bem clara sobre limite, julgamento, escolha e responsabilidade. Fantástico!

Tem que ser é “macho”, viu? Sabe o que é olhar-se no espelho diariamente e não atribuir absolutamente nada ao outro palpável ou impalpável? Pois é…

Creio que isso me permitiu uma tonalidade apropriada. E… dormir bem.

Lembro-me quando a Leila, uma querida amiga me contou que elas não podiam suportar a minha vida feliz, sem dramas.  Tinha 23 anos, apaixonada por tudo. Todas as áreas da vida estavam circulando normalmente. Pensei sobre o assunto e descobri que não tinha nenhuma vocação pra ser boazinha. Foda-se, nunca fui pessoa de contar vantagens. Não as tive. Vai ver que foi por isso (kkk). Disse pra ela que pensara bem a respeito da situação. Não dava pra mudar. Enfim, concluíra que elas deveriam ralar para chegar lá. Jogar comigo esse jogo perverso, não. Não poderia diminuir minha alegria pela vida por conta de suas frustrações. Já tinha habilidade suficiente para despir-me de lixo emocional. Não perdi tempo com o assunto.

Uma coisa que descobri foi que pessoas diferentes são motivadas para a vida de forma diferente. Outro dia caminhava por uma capital brasileira conversando com um amigo. Ele discursava animado. Nas entrelinhas ia percebendo o que o motivava. Incrível, como atribuía valor ao que não estava ao seu alcance.  Se tivesse mais tempo e menos 15 anos dedicaria um espaço pra explicar-lhe minha visão sobre isso.

Agora interessante é o caso daqueles machos que se sentem realizados por terem namorado a ex de um outro cara famoso. Assim que tiver tempinho terei que reler as crônicas de Juremir Machado da Silva sobre o assunto. Ele sabe muito sobre o tema. Ai ai…

Decidi que vou fazer uma enquete com todos os homens que conheço sobre isso. Faz é tempo não faço algo assim.

Mas, nem pense que tudo é um mar de rosas. Ainda outro dia tive uma recaída. Elyr , meu amigo e médico, logo na segunda vez que estive em seu consultório, foi logo perguntando se eu queria que ele fingisse que me tratava passando pílulas da felicidade compradas na farmácia. Isso é estresse, você bem sabe do que precisa. Ele me conhece há 19 anos.Ninguém que me ama dá mole. É o caso dele. Temos uma boa amizade.

Beijinhos

Luinha

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