Bons samaritanos

Ontem antes de dormir deixei tudo nos conformes. Continuaremos as obras de reforma da casa. O telhado e o forro de meu quarto entrará na faca na segunda. Guardei e forrei tudo dentro do armário. Soube que terão que desmontar camas. Hum… trabalheira

Pela manhã acordei sempre surpresa com a beleza dos pios e cantorias vindas do jardim. Espantei a preguiça e rapidamente guardei carnes e frutos do mar na bolsa térmica. Levei o lixo e derrubei o cheiroso vasinho de planta que fiz para a janela de meu banheiro. Pensei em deixar daquele jeito bagunçado, mas acabei pegando a vassoura e a pá de lixo. Aliás, a pá merece uma notificação, embora pequenina, tem um cabo imenso. Expertise de uma mulher que fará 51 depois de amanhã.

A filha pediu que eu chegasse bem cedo para que ela pudesse dirigir um pouco comigo.  Passei cadeado nas bicicletas. Espalhei as plantas pelo jardim. O jardineiro entenderá meu recado.

Fiquei com uma vontade enorme de trazer para o Rio o vaso de jasmim, que comprei em meio ao balanço do mais plural rock in roll, que rolou na praça da Baleia, mas me contive, aqui não teria chance.

O mar agitado, a maré cheia e a lua assanhada teimando em aparecer indiferente as nuvens; o burburinho de toda gente; os múltiplos cheiros e ruídos – a vida gritava presente. Eu acompanhei o ritmo com meia cura.

Posicionei a plantinha de excelente aroma no jardim dos fundos, estrategicamente em frente da janela que fica sobre a cabeceira de minha cama. Sinal que mesmo moribunda não perdi a motivação. Cheia de boas intenções. A cama é um monumento e exige bom uso e abuso.

Aqui em meu pequeno apartamento no Rio só a plantinha que ganhei de meu lobo querido sobrevive bravamente. Creio que é o amor que lhe dedico há anos. Tenho por ela uma atenção especial, uma afinidade enorme, pois aprecio sua disposição para a vida. Lembra-me eu mesma correndo atrás de superar as inúmeras limitações e dificuldades.

Incrível, tão diferentes, mas o lobo mau e a fada Lu escolhem presentes como ninguém. Acreditem que até hoje me delicio todas as manhãs (menos quartas) com as crônicas de vocês sabem quem ou uma passada ou outra de olhos pelos seus rastros.

Quanto mais evoluo no livro de Juremir, percebo que ele escreveu algo que condiz plenamente com a minha visão. É injeção na veia sobre minhas crenças e valores. Creio que foi coisa do além, ou seríamos almas gêmeas (risos) Ai ai…

Creio que ele mais que dormiu entre as minhas entrelinhas. Ôôô… Encantador

Luinha


“Como se fosse”

 

De azul carinho
Vi a noite pintada
Fosse alegre, fosse ave soltando
Fosse triste, como ser virgem
Fosse linda, como a conquista
Das estrelas, das estrelas

De azul carinho
Veio o desenho pintado
Jeito de amar desesperado
Mais chorando que vivido
Como se vivê-la fosse não vê-la
                    (Fagner)

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