Ao humano possível

Bom dia

Hoje acordei cedinho e quase completamente de bem com a vida. Digamos que estou deliciosamente desarmada. Fazia é tempo não andava assim tão habilitada para o melhor.  Não cheguei a me entregar de corpo e alma ao jogo sórdido imposto por doentias relações de poder no trabalho, mas somos obrigados a fazer escolhas e assumir responsabilidades por conta disso.  A vida é sempre assim, dizemos sim para uma coisa e pelo menos um não por conta disso. É doloroso, mas é verdade. Fico imensamente triste com isso tudo, mas confesso que me traz algum conforto vê-las exagerarem em suas ardilosas práticas; aliviam minha consciência quanto às cobranças de paciência e misericórdia que me impõem meus valores. Escancaradamente compreendo que sou só um humano possível. Ui ui… Haja chão.

Coincidentemente retornei ao grupo de meditação essa semana. Em determinado momento vi como estava fragilizada por isso tudo, mas a fogueira ardeu forte e seu calor me fez bem.

Eu digo sim para a motivação, que a despeito de minhas enormes limitações me faz seguir em frente – cada vez melhor – e aos amados amigos, todos, sem qualquer distinção, os presentes e os ausentes, que esbarrei nas esquinas da cidade real ou virtual, que me preenchem de mundos e razões. Amo muito essa gente querida demais, que me empresta sua beleza imensurável e me empurra para mais adiante.

Recomendo o jazz excepcional de Jane Monheit – TUDO DE BOM!

Destaquei uma parte da resenha do Valter Alnis Bezerra no ejazz.

Vale a pena conferir.

Abraços

Marta

 

"Este é o segundo disco de Jane Monheit, inegavelmente uma das maiores revelações do jazz vocal nos últimos anos. Depois de tirar em 1998 o segundo lugar na competição vocal do Thelonious Monk Institute – diante de um júri composto por Dee Dee Bridgewater, Nnenna Freelon, Diana Krall, Dianne Reeves e Joe Williams – Jane havia lançado seu primeiro disco, Never Never Land, em 2000.

Primeiro, alguns fatos: Jane Monheit tem uma voz resplandescente, absolutamente excepcional. Timbre puro em toda a extensão, agudos cristalinos, emitidos sem esforço, fraseado ágil e seguro, perfeito controle sobre a amplitude do vibrato imprimido a cada final de frase, e domínio total dos pianíssimos – tudo isso banhado por um swing sutil. Isso nos faz às vezes pensar que finalmente nos está sendo dado escutar uma criatura cuja existência parecia improvável, senão impossível: uma vocalista que possui a técnica de uma cantora clássica combinada com a flexibilidade e o swing de uma cantora de jazz. (É bom lembrar que as tentativas anteriores de cantoras líricas abordarem o repertório jazzístico se revelaram pífias ou, na melhor das hipóteses, pouco convincentes, mesmo que no fundo sinceras.)…"

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