Minha visita a Lajeado, Rio Grande do Sul

Dando continuidade ao relato do passeio à bela região do Vale do Taquari, sinto uma vontade grande de voltar à região. Não vi quase nada. Descubri que nada sei.

Saímos alegres, depois de várias fotos da impecável cidade de Estrela, colonizada por germânicos e a mais antiga da região. Não havia burburinho de gente pelas ruas limpíssimas, embora o pôr-do-sol já estivesse de prontidão.

Estava ansiosa para atravessar o Taquari e na hora do pôr-do-sol então – ai ai… Imaginei parar e ficar de bobeira observando o rio, mas na verdade cruzamos o rio por uma auto-estrada e bem na hora do rush. As amigas tiraram fotos para mim, que fiquei encantada só por ver sua águas caudalosas. Sempre tive enorme boa vontade com minha imaginação. Viajei legal por ali.  Decidi que queria fazer o prometido passeio de barco até Porto Alegre. Deve ser muito lindo. Voltarei!

Entrei em direção a Lajeado e caí imediatamente na rua principal da bela cidade. A hora do lusco-fusco oferecia um tom ainda mais propício para ela despir sua beleza.  

Dirigi devagar apreciando tudo. Já lamentava minha máquina estar sem bateria e a hora já estar avançada. Decidi naquele momento – mais uma vez – que voltaria a região. A cidade era enorme, eu não conseguiria nada com aquela visita tão corrida.

Fiquei espantada com o poder econômico e a estrutura urbana da cidade de Lajeado. Como está forte o interior do Rio Grande do Sul. No estado do Rio não temos cidades assim tão autônomas. Podemos perceber como foram incompetentes nossos governadores. Ai ai…

Bem adiante dei uma parada logo assim que entramos à direita em uma transversal, que tinha um banco Itaú na esquina. Ah preciso de meu lobo amado para ajudar-me com os nomes das ruas. Assim que soltamos ficamos encantadas com a fachada de uma velha casa.

Minhas amigas saíram atrás de roupas, eu de energia para minha máquina. Quando encontrei, concluí que era bobagem. O jovem honesto lembrou-me que eu teria que carregá-la por 24 horas. Desisti da compra e tive ânsias de enforcar a minha filha lá no Rio, que dissera que colocou as pilhas reservas no lugar certo.

Reencontrei minhas amigas enfurnadas e cheias de sacolas em uma loja só de malhas e lãs. Era hora de fechar o comércio.

A caminho do carro encontrei um belo gaúcho de bombachas e resolvi pedir-lhe informações. Expliquei minhas intenções, meu desconhecimento e partilhei minhas apreensões. Ele gentilmente encorajou-me, explicou-me como deveria fazer para ir a Santa Cruz do Sul. Assim que me desvencilhei dele, as amigas logo ficaram assanhadas uau queríamos tanto tirar fotos com o cara. Fiquei boba, pois embora tenha ficado encantadíssima com a delicadeza, atenção e disposição, nem pensei que ele era um “gato”. Acho que desse jeito, morrerei a deriva. Descobri ali no ato que nem tenho nada de tímida. Retornei e pedi a ele que tirasse uma foto com minhas amigas.   Foi ótimo, ele adorou e pousou para diversas máquinas. Com orgulho contou-nos que era membro da diretoria do CTG local.

Peguei o carro com a certeza de que teria que voltar. Não consegui apreender a região como era minha intenção. Dobrei à direita voltando por uma paralela, conforme orientação do gaúcho típico. Extremamente intuitiva, resolvi parar em um posto de gasolina no meio de uma bifurcação, ainda dentro da cidade. Sempre fico em dúvida se é meu senso enorme de responsabilidade ou minha necessidade de segurança, que me obrigam a ter certeza do que faço. Já era noite. Resolvi conversar com o dono do posto. Ele estava de papo com um amigo. Expliquei-lhes nossa disposição de conhecer Santa Cruz do Sul e jantar uma boa comida alemã. Ele foi extremamente gentil e interessou-se imediatamente em saber o que motivava as meninas cariocas a estar por ali. Papo vai, papo vem, seu companheiro prontificou-se a servir de guia. Foi dirigindo na nossa frente pelos quase 60 km que nos aguardava. Ô coisa boa tanta hospitalidade. Certamente voltarei por aqui qualquer hora dessas. Não conheci nenhum point cultural e turístico da região. Voltarei com certeza. A dúvida será em qual das belas cidades deverei me hospedar.

Peguei na internet umas fotos no site (http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=273385), que estão perfeitas com as belas imagens que ficaram impressas por minhas múltiplas sensações.

A estrada estava muito cheia e perigosa, mas continuamos num papo incansável e animado rumo a Santa Cruz do Sul. Tenho enorme facilidade para dirigir, todos os sentidos contribuem para uma boa performance. Em determinado momento até nos perdemos do guia, que preocupado nos sacudiu e orientou de novo. Papo e mais papo, e muito bons pensamentos, dá nisso.

Agradecemos muito e nos despedimos dele bem próximo da entrada da cidade. Lembrei-me no ato, de uma viagem que fiz de carro do Rio ao Ceará. Ao entrar na cidade me senti perdida. Em meio a um engarrafamento comecei um papo com o motorista do carro ao lado para orientação. Queria dica para almoçar num bom lugar. Era raro comer bem no nordeste há 25 anos atrás. Ele imediatamente saiu de seu rumo e nos levou a um lugar excepcional. Almoçamos juntos, sua companhia amigável, educada e gentil nos encantou. Acho que nasci virada para a Lua. Depois vou publicar as fotos dessa antiga viagem.

Beijos

Luinha

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