sacanices

Uia, acordei meia noite ainda sonada e  sorumbática com as novas notícias, preocupada com a saída da pequena,  tão tarde, nunca me acostumo. Há algo de extraordinário a cortar as chances do poeta errante. Deparo-me com todos animados, mesmo assim não me deixo sucumbir. Vasculho no texto arisco de Antonio Lobo algo que me mantenha acordada mais um pouco, ligarei pra ela voltar. Seu olhar de extremo realismo caracteriza bem o estilo do querido professor que deu a nova dica. Não poderei me dedicar ainda a sua leitura, sua realidade crua sem qualquer sonho me tira as chances de vida. Arranquei um parágrafo que aponta com desenvoltura a parte sombria da gente humana.

“Cada vez mais amargos e secos, são indivíduos para quem a sobrevivência é a palavra-chave, capazes das maiores mentiras, sacanices e crueldades para com os outros, na busca da sua satisfação egocentrista e em que os outros só parecem contar em função da sua utilidade.”

Ela chegou mais cedo, posso entregar-me ao soninho completamente.

Beijinhos

Luinha

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